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FEMINISMO

Companhia maranhense apresenta espetáculo que costura narrativas sobre ser mulher

Terça-Feira, 21/05/2019, 09:14:15 - Atualizado em 21/05/2019, 09:32:11 Ver comentário(s)

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Companhia maranhense apresenta espetáculo que costura narrativas sobre ser mulher (Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

O Maranhão entra em cena no Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-O-Peso, hoje, às 19h, com o espetáculo “Sobre Azares Futuros”, da Budejar Criações Artísticas. Com entrada gratuita e classificação para 16 anos, a peça teatral tem 50 minutos de narrativas e costura marcas individuais, experiências familiares, relatos, memórias e modos diversos de estar e ser mulher no mundo.

“Foi pensado para tratar de uma urgência, pra pensar as questões do feminino nos espaços domésticos, suas lutas e suas angústias”, diz Lidya Ferreira, atriz que atua e narra o espetáculo. Será a primeira apresentação em Belém, mas a montagem já passou pelo Piauí, Tocantins, Rondônia e Acre.

Um prólogo com quatro cenas, uma atriz no palco, numa narrativa política e poética sobre ser mulher no mundo, sobre as lutas diárias do universo feminino. Assédios, aborto, maternidade e o direito sobre o corpo são algumas questões em debate na cena. “Composto por uma estrutura dramatúrgica fragmentada, com cenas independentes e com uma estética que propõe cortes secos, picos de alegria, mas sem finais felizes, o espetáculo não busca divertir o público, ao contrário, tenta estabelecer, do começo ao fim, um fio de tensão, questiona, indaga e propõe cenas reflexivas tendo por base o feminino e as relações de poder no cotidiano da mulher”, descreve o diretor e iluminador Abimaelson Santos, sobre a peça , que provoca perguntas sobre como resistir e como ser mulher nos dias atuais.

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As respostas são muitas e a Budejar - criada em 2016 para ser um lugar de respiro e impulso de compartilhamento de ideias e conexões - propõe as suas. “Assim como nos outros Estados, esperamos que seja uma troca educativa de experiências, que o espetáculo, nossos discurso e nossas urgências possam dialogar com o público, abrindo espaço para reflexões sobre o universo feminino e seus cotidianos”, diz Lidya.

(Aline Rodrigues/Diário do Pará)



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