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REFUGIADOS

Venezuelanos usam canteiro de avenida como abrigo

Sexta-Feira, 12/04/2019, 07:09:35 - Atualizado em 12/04/2019, 07:31:03 Ver comentário(s)

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Um grupo de 32 indígenas da etnia Warao está acampado no canteiro central da avenida Rômulo Maiorana (antiga 25 de setembro), próximo a travessa Humaitá, bairro do Marco, em Belém. O grupo migrou há cerca de um mês de Maturín, na Venezuela, na tentativa de fugir da miséria e escassez de alimentos naquele País, mas atualmente está sobrevivendo em condições desumanas num espaço insalubre para moradia.

Com lonas, eles improvisaram uma espécie de barraca numa área de espaço de lazer. A grade que cerca o espaço serve como estrutura para amarrar as redes onde dormem. Não há banheiros para fazer as necessidades fisiológicas, muito menos tomar banho. A alimentação do grupo é garantida graças a solidariedade de moradores locais. Sem ter onde armazenar, a comida fica exposta ao tempo.

Ontem (11), a reportagem esteve no local e tentou conversar com eles. O único do grupo que fala a Língua portuguesa se apresentou apenas como Fred não deu sobrenome e nem revelou a idade. Ele relatou que algumas crianças estão doentes, com sintomas de febre, tosse e algumas já tiveram, inclusive, diarreia.

"A gente precisa de redes para dormir e de um lugar melhor para ficar", comentou Fred, que reclamou da falta de assistência prometida por parte do poder público. "A prefeitura oferece almoço, mas temos que nos deslocar até os locais que eles indicam. São longe e não temos transporte", ressaltou.

A prefeitura de Belém informou que o grupo veio de Santarém e que uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) esteve no local para oferecer atendimento médico, além de vacinas e medicação. O grupo foi cadastrado e está sendo monitorado pela equipe da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), que está em tratativa com o Governo do Estado em busca de um local para o acolhimento.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)



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