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SANTA IZABEL DO PARÁ

Operação acha túnel de 30 m, 68 celulares e até impressora em presídio paraense

Segunda-Feira, 17/06/2019, 18:49:53 - Atualizado em 17/06/2019, 18:49:53 Ver comentário(s)

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Operação acha túnel de 30 m, 68 celulares e até impressora em presídio paraense (Foto: Akira Onuma)
Túnel foi encontrado no pavilhão 5 do Centro de Recuperação Penitenciária do Pará (CRPP I) (Foto: Akira Onuma)

O resultado de uma operação que teve início às 5 horas da manhã desta segunda-feira (17) com o secretário extraordinário para assuntos penitenciários, Jarbas Vasconcelos, resultou na descoberta de um túnel de aproximadamente 30 metros de comprimento e 7 de profundidade no pavilhão 5 do Centro de Recuperação Penitenciária do Pará I (CRPP I), no Complexo Penitenciário de Santa Izabel. A operação só finalizará quando todos os serviços de manutenção e restruturação forem concluídos. Durante a revista também foram encontrados 68 aparelhos celulares, 86 carregadores, 104 estoques, 500 g de maconha, 4 serras, 3 terezas (cordas), 2 máquinas de fazer tatuagem, 8 baterias, 2 grills e 26 fones de ouvido, 22 chips, 1 computador, 1 impressora e outros itens proibidos. 
 
Além da revista, foram transferidos vários presos, alguns por causa do envolvimento no último motim do dia 13 de junho e, outros, por serem classificados como lideranças dentro do cárcere. Outros 32 presos foram encaminhados para isolamento. Em poucos meses, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) vem mostrando que a nova gestão prioriza o desenvolvimento do sistema de forma conjunta e segura. Para isso, intensas ações de vistoria estão sendo realizadas com o apoio de diversos grupamentos da Polícia Militar e direção da Susipe, como a desta segunda-feira. Pela primeira vez, o procedimento contou com a presença in loco do secretário extraordinário para assuntos penitenciários, Jarbas Vasconcelos, e monitoramento online do governador do estado do Pará, Helder Barbalho. 
 
Janderson Paixão, diretor de Administração Penitenciária (DAP) da Susipe, afirma que o resultado da operação é altamente positivo pois através de um serviço de inteligência foi possível detectar alguns indícios de armamentos e possíveis planos de fuga na unidade. "Nessa operação pudemos reunir mais de 60 agentes prisionais e envolver sete unidades prisionais por meio dos diretores e suas equipes de agentes. Além desses, com mais aproximadamente 60 policiais militares pudemos entrar na unidade que hoje tem 1200 presos e tomá-la. Simultaneamente em todos os espaços, com o apoio também do Graesp, com sobrevoos de aeronave e duas equipes da COE que fazem a ronda ostensiva na unidade, fizemos a retirada de excesso de material ilícito ou não permitido dentro das celas", descreve.
 
O diretor destacou que a presença do secretário foi importante para demonstrar como a gestão atual está próxima do agente prisional. "O secretário conversou com os agentes prisionais e passou as orientações gerais, participando efetivamente da operação. Com a presença do gestor, o agente prisional não se sente sozinho e sente que está amparado pela atual gestão. Nós visamos a retomada do cárcere, da disciplina e da hierarquia para que a gente possa plantar a atribuição final do sistema prisional que é a ressocialização. Para que a gente possa vim com educação, trabalho e atividades laborativas, é necessária essa retomada e coibir qualquer tentativa de fuga", afirma.
 
De acordo com o diretor do CRPP I, Adailton Coelho, a participação do secretário foi um grande diferencial para essa revista. O diretor afirma que nenhum outro gestor havia participado de uma revista antes e analisou o procedimento como um sucesso. "Equipes e diretores de outras unidades também vieram dar apoio para encontrar as supostas armas, o que é uma operação complicada. A estrutura do CRPP I tem muitos locais de difícil acesso. Todo o CRPP I foi montado em cima de uma galeria, o que permite que os presos consigam circular por baixo. Os servidores entram, mas saem logo por causa de falta de ar. Em toda a revista que fazemos só atingimos um pavilhão e hoje atingimos todos, então essa operação se mostrou perfeita devido ao apoio", afirma.
 
O secretário Jarbas Vasconcelos afirma que o objetivo dessas operações é mostrar para as organizações criminosas que o sistema prisional está coeso. "Essa é a maior operação de revista que a gente já fez nessa gestão e que continuarão durante toda a semana. Vamos fazer cumprir o sistema de segurança e o sistema interno da Susipe. O governador está convicto que precisamos dar um passo à frente, o sistema prisional do Pará não pode e não vai ficar sendo o pior sistema do Brasil. Estamos trabalhando para que ele venha ser no futuro um dos melhores. Eu estou aqui presente acompanhando todos os procedimentos com nossos agentes, diretores e polícia para mostrar que nós estamos aqui do lado deles, expostos da mesma forma que eles. Só juntos podemos vencer e restabelecer a autoridade do estado em todas as unidades prisionais do Pará", afirma.    
 
O secretário destaca ainda que com a execução das novas portarias de visita e alimentação, objetos ilícitos não entrarão mais dentro do cárcere o que facilitará os procedimentos de revista e evitará ações negativas dos presos. "O importante é mostrar para as organizações criminosas que essas portarias serão cumpridas. Os nossos internos não são melhores do que os outros internos que existem nos outros estados. No Maranhão, Pernambuco, Minas gerais, por exemplo, essas portarias já existem há muito tempo. Em vários estados elas são muito mais restritivas, seja em relação a visita ou entrada de alimentos, como é o sistema federal, que é o espelho para todo mundo. A visita é uma vez ao mês acontece no parlatório e não entra nenhum tipo de alimento. Isso é válido para os presos que tem bom comportamento. Com mínima falta, o preso tem a visita suspensa. Não estamos fazendo nada de novo, não estamos inventando nada", pontua.
 
As informações são da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe). 

(DOL)





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